quarta-feira, 28 de julho de 2010

Yes Love - 442

Olá!
Tudo?
Tudo!!
Chegou enfim o dia de nos despedirmos dos amiguinhos Roxy! Mas desta feita vamo-nos despedir encerrando a nossa viagem com chave de ouro.
Quando tudo parecia duvidoso lá por terras de Manifestos e Flesh & Bloods da vida, eis que surge pelo meio da neblina, qual Avalon, o Avalon!
Não, não é a Avalon mística do Rei Artur, onde foi forjada Excalibur, aquela espada mais fantástica que as facas Ginsu! Não! É a Avalon mística do Bryan Ferry onde foram forjadas canções que se tornaram clássicos que atravessaram gerações e ao som das quais muitos bebés foram concebidos!
Avalon foi o oitavo e último disco dos Roxy. Um canto do cisne para uma banda que mudou a face da música nos anos 70, enchendo-a de blush, eyeliner e gloss! Até hoje há fulanos que aparecem a querer ser o Bryan Ferry. Tome-se o exemplo dos Spandau Ballet, dos Duran Duran e de tantos outros pintaínhos que queriam ser um galo de plumagens coloridas e lustrosas como o Sr. Ferry!
 Mas, tal como começaram assim terminaram a sua viagem musical. Avalon foi a evolução esperada de dez anos na vida de uma banda como os Roxy. A inovação continua lá, mas a calma sofisticação do Avalon veio para substituir o louco glamour exagerado de um For Your Pleasure. Bom, deixarei a apologia de uma obra de arte de lado para falar apenas da bonecada!

Vejam bem se até nisto as coisas não completam um circulo, se não há aquela sensação de destino cumprido...
Aqui na capinha vemos uma figura que pretende ser o Rei Artur fazendo a sua derradeira viagem para a ilha onde terá o seu descanso eterno, Avalon. O capacete medieval, o falcão pousado no braço, a cota de malha.... no entanto aqui não se vê um homem e sim uma mulher, desta forma dando continuidade à tradição dos Roxy de colocar mulheres nas capas dos discos. E sim, mais uma tradição que se perpétua, esta mulher era namorada do Bryan Ferry à altura. Mas, e eis o fechar de um ciclo, da mesma maneira como este foi o último disco dos Roxy, esta seria a última "namorada" do Bryan. Lucy Helmore tornar-se ía a muy distinta esposa do Sr. Ferry.
14 anos mais nova que ele, uma socialite londrina, fisgou o velhote pouco depois desta fotografia ter sido tirada. Avalon foi publicado em 1982 e nesse mesmo ano, em Junho, deram o nó. Mais um canto do cisne, hein Sr. Ferry?? Esta marmelada ainda durou. Tiveram quatro filhos juntos (um dos quais Merlin, vejam como tudo bate com este disco!) e divorciaram-se em 2003. Mesmo assim, nada mau!
Bom, bom, voltemos ao foco! Os Toluenozinhos da vida! Então, olhando este cenário houve uma cor que me veio à memória... lá escarafunchei no baú e achei o Formaldeído certo para este ambiente avalónico, vá!

Ora digam lá se este roxo metálico, com laivos de prata não tem tudo a ver com esta última viagem de Artur e Roxy ao seu derradeiro destino? Ainda para mais, além da cor fantástica, este verniz vem no vidrinho mais fabuloso do mundo das gosmas para as unhas! Um frasquinho todo almofadadinho que parece tal e qual uma malinha Chanel.... ah melheres!! É muito jogo! Olhem lá para eles, se não são a coisa mais cuti-cuti que há??!! Ameiiiii... há um verde então que é fabuloso! E dentro destes amorzinhos de frasco até parece que as cores ficam mais bonitas!
Então lá está! Juntei neste último verniz, que também acaba por fechar um ciclo, aquilo que no fundo é a essência dos Roxy Music! A cor (conteúdo) deste verniz é linda e tal mas o frasco (forma) é tão ou mais bonito que aquilo que contêm! Tal como os Roxy! As músicas eram fantásticas e tal mas a imagem daqueles gandas malucos, principalmente a desse Rei Artur que é o Bryan Ferry é tão importante quanto ou mais importante que as músicas que fizeram. Para quem, como eu, se pela por coisinhas bonitas, este é o Santo Graal (vejam como habilidosamente insiro elementos da lenda arturiana) da estética musical. Não precisaram ser uns Merlins (ora, cá está outra!!) para fazer desaparecer a ideia de que era preciso ser-se feio, porco e mau para fazer fantástica música rock. Com Avalon acabou Camelot (e outra!!). Nunca mais os Roxy se reuniriam em volta da Távola Redonda (pumba! Não pára!) que era o estúdio de gravação. Recentemente os três membros originais (Bryan Ferry, Phil Manzanerra e Andy MacKay) se juntaram de novo para fazer espectáculos e tal, mas discos dos Roxy acabaram com Avalon. Ainda hoje há Lancelots (epá, pronto! Já chega! Já toda a gente percebeu que conheces a história!) que aparecem de vez em quando a tentar ocupar o lugar de Artur, mas quem mais tinha olho para Guineveres (chiça!!) como ele??
Não, não... deixemos que a barca se afaste, e que atrás dos Roxy se cerrem eternas as Brumas de Avalon...

5 comentários:

Fernanda disse...

Se vc continuar com esses posts, eu vou quebrar o seu blog de novo!
Ahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha!

Amei, amei, amei esse roxinho!
E amei mais ainda o vidrinho! Quero eles pra mim!

Ana Lúcia disse...

Muito legal o post!
ontem estava com o ameixa doce + CTC violeta e ficou bem parecido com este, lindo de viver!

Déia disse...

Juro, vc não bate bem! hahahahahaa
Amei vidro! muito chique!!!!!!!!!!
todas as cores são lindas e com o vidrinho então, perfeito!!!!!!!!

**Montes de Maquilhagem**..Sílvia..** disse...

Oii**

Ahahah tenho esse verniz =P ainda nao o usei mas ele que me aguarde xD


***

Luana Farias disse...

Que linda a cor, quer dizer as cores. E os vidros são lindos tbm que diferente.

bjs