terça-feira, 24 de maio de 2011

Lara - Rivka

Olá.
Tudo?
Tudo!
Quando comecei a namorar os Rivkas online, a minha primeira paixoneta foi por um que se chamava Lara. Para já começo por dizer que me aborrecem um bocadinho as gosmas com nome de gaja. O único nome de gaja que eu quero num verniz é o meu, de resto acho um bocado gay andar para aí a dizer coisas tipo: "ái a Lara é tão fofinha", "Eu hoje estou com a Lara" ou, o pior de todos "estou apaixonada pela Lara"... francamente mau, este cenário. Gayzisses e desabafos à parte a verdade é que bati com os olhos neste tolueno camaleónico que vive naquela fina fronteira entre o verde e o azul, e as unhas até se me crepitaram de entusiasmo. Depois há outra! Não só o verniz em si é fofo como o contraste que ele faz com o dourado das letras no frasquinho se me deixaram doidinha. Sim, sei bem que é um pormenor para lá de fútil, mas o que é que neste vício de embedunhar as unhas não o é? Acho que não há nada de espiritual, transcendental, epistemológico nesta práctica feminina... ou será que há?? Hummm.... Heideggers e Feuerbachs da vida, manifestem-se neste ponto.
Rivka - Lara









Seja como for, mal me afiambrei a este vidrinho cheio de verniz e amorrrr, não pude resistir a enfiar logo esta nhaca nas unhas.
E agora? Avaliação? Bom, quando se namora muito tempo uma coisa o mais certo e criarmos ilusões na nossa doida cabecinha que depois se tornam impossiveis de serem alcançadas. E foi isso que se me ocorreu quando acabei de passar a dita gosma pela superfície de pêlos tornados quasi-cartilagem a que a gente chama de "unhas". 
Para já foram quatro camadas sofridas de aplicar por uma razão muito simples: embora o pigmento seja forte como Sansão, a verdade é que o pincel é a modos que a atirar para o piaçaba, com cerdas rrrriiijassss que fazem todo o tipo de arte à lá Picasso com a gosma. As unhas ficam riscadas, manchadas e a malta precisa enfiar camada atrás de camada até aquela bodega ficar lisinha. No entanto isto até nem seria muito mau caso a pasta não fosse grossa como papas de aveia! A malta enfia aquela manta de cor e reza para que nivele e não fique tipo gesso na unha.
Ela lá acaba por nivelar, mas tenham cautela de não aplicar uma pá de pedreiro daquilo na unha, senão estão tramadas!
Depois que aquela marmelada seca ficamos então com o resultado final: um tolueno que é meio neon e por isso não tem um brilho igual ao de um cremoso. Ele fica meio acetinado. Um acetinado a atirar de cabeça para um emborrachado encerado, se é que me faço entender... e a cor não é aquelaaaa coisa que se esperava. Então pensamos: tanto trabalho para isto! Ganda bodega!
Mas isso são os primeiros 5 minutos pós aplicação da gosma.
Ao minuto 10 já damos por nós a olhar para os gordos dedinhos e a pensar: hummm... que luminosos que estão os meus porquinhos...
Ao minuto 15 a conversa já é: acaba por ser bem original, esta cor... e olha que o facto de não brilhar com brilho brilhante ainda lhe confere mais originalidade... humm...
Ao minuto 20 já estamos numa de: ohhh... bem fofo!!! parece um sabonetinho daqueles que se enfiam na gaveta das cuecas para nos perfumar as miudezas!
E ao minuto 32 (gosto de ser precisa) já não sabemos como é que vivemos tanto tempo sem ter aquela substância cancerígena toda escarrapachada nas unhas!
E é assim que nos ataca a loucura de Lara. Pela calada, de mansinho, pé ante pé, como um fiscal das Finanças.

2 comentários:

Fernanda disse...

Aff, 32 minutos para se apaixonar, é demais para mim...

Bárbara M.Motta disse...

humm essa cor é bué gira vou ja contar para minha engenheira quimica hehehe teremos surpresas por vir beijos olha la no blog dia 1 de julho vou revelar...